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Dor no ombro? Lesão do manguito rotador: causas, sintomas e tratamento.

A lesão do manguito rotador é uma das causas mais comuns de dor no ombro e pode afetar tanto praticantes de atividade física quanto pessoas que realizam movimentos repetitivos no dia a dia. Se você sente dor ao levantar o braço, dificuldade para dormir sobre o ombro ou percebe fraqueza ao carregar objetos, isso pode estar relacionado a essa estrutura.

O manguito rotador é formado por quatro músculos e seus tendões, responsáveis por estabilizar e mover o ombro. Quando algum deles sofre desgaste, inflamação ou ruptura, surgem dor e limitação funcional.

Pessoas que precisam de acompanhamento especializado encontram suporte individualizado na clínica de fisioterapia esportiva, ortorpédica e recovery Eccentric Sports Science, no shopping Downtown na barra da tijuca, que utiliza protocolos atualizados e baseados em evidências científicas.

O que causa a lesão do manguito rotador?

Existem duas origens principais:

1. Degeneração natural do tendão
Com o envelhecimento, os tendões do manguito rotador perdem elasticidade e resistência. Isso facilita o surgimento de microlesões e dores, mesmo sem um trauma evidente.

2. Sobrecarga ou trauma
Movimentos repetitivos acima da cabeça — comuns no vôlei, natação, tênis e musculação — podem levar ao desgaste progressivo. Quedas e impactos diretos também podem provocar rupturas.

Outros fatores de risco incluem diabetes, tabagismo, fraqueza muscular e histórico de atividades de alta demanda no ombro.

Tipos mais comuns de lesão

Tendinopatia:
Inflamação e desgaste do tendão, gerando dor principalmente ao levantar o braço. Não há rompimento completo.

Lesão parcial:
O tendão rompe parcialmente, causando dor e redução de força. Em muitos casos, responde bem à fisioterapia.

Ruptura completa:
O tendão se solta por inteiro de sua inserção. Geralmente causa perda importante de força e pode exigir cirurgia, dependendo da necessidade funcional do paciente.

Tendinite calcária:
Acúmulo de cálcio dentro do tendão. Pode provocar dor muito intensa em fases agudas.

Sinais e sintomas

Os sintomas variam, mas os mais frequentes são:

  • Dor na parte lateral ou anterior do ombro
  • Dor noturna, especialmente ao deitar sobre o ombro lesionado
  • Fraqueza ao levantar ou girar o braço
  • Limitação para alcançar objetos no alto
  • Estalos ou sensação de peso no ombro

Como é feito o diagnóstico

A avaliação começa com exame clínico: testes específicos identificam qual tendão está comprometido. Em seguida, exames de imagem — como ultrassom ou ressonância magnética — podem confirmar o tipo e a extensão da lesão.

É esse conjunto de informações que permite montar o melhor plano de tratamento para cada caso.

Tratamento: o que dizem as evidências

A maioria dos casos melhora com tratamento conservador, sendo a fisioterapia a principal forma de intervenção.

Fisioterapia

Pesquisas mostram que programas de exercícios direcionados são altamente eficazes para reduzir dor, melhorar função e recuperar força. A reabilitação costuma incluir:

  • Exercícios progressivos de fortalecimento
  • Mobilidade e controle motor
  • Fortalecimento da escápula
  • Correção de padrões de movimento
  • Reeducação para retorno às atividades e ao esporte

O progresso deve ser gradual e monitorado para evitar sobrecarga.

Outros recursos que podem ser indicados

  • Ondas de choque em casos de tendinite calcária
  • Infiltrações com corticosteroides para alívio rápido da dor intensa
  • Técnicas manuais e liberação miofascial

Cirurgia

Indicada principalmente em rupturas completas que causam perda funcional importante, em lesões traumáticas recentes ou quando o tratamento conservador não apresenta melhora significativa.

Após a cirurgia, a fisioterapia é fundamental para recuperação total da mobilidade e força.

Prognóstico

Grande parte dos pacientes melhora significativamente com fisioterapia adequada. Entretanto, idade, tamanho da lesão e presença de comorbidades podem influenciar o tempo de recuperação.

Buscar atendimento precoce evita que a lesão progrida e aumenta as chances de recuperação completa.

Quando procurar ajuda?

Se a dor no ombro está limitando suas atividades, provocando fraqueza ou persistindo por semanas, é indicado procurar avaliação especializada. Na clínica de fisioterapia esportiva, ortorpédica e recovery Eccentric Sports Science, no shopping Downtown na barra da tijuca, você encontra acompanhamento clínico completo, avaliação funcional e reabilitação baseada nas melhores evidências científicas.


Referências (PubMed / PMC)

  1. Oliva F et al. Epidemiology of the rotator cuff tears. 2014.
    https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4241421/
  2. de-Queiroz JHM et al. Exercise for rotator cuff tendinopathy: systematic review. 2023.
    https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9904825/
  3. Longo UG et al. Conservative vs surgical management for full-thickness rotator cuff tear. 2021.
    https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33419401/
    https://bmcmusculoskeletdisord.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12891-020-03872-4
  4. Boland K et al. Current concepts in rehabilitation of rotator cuff disorders. 2021.
    https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8082254/
  5. Song A et al. Risk factors for degenerative rotator cuff tears. 2021.
    https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9053296/

Ruptura do LCA: a lesão mais temida entre os jogadores de futebol.

O que é o LCA e qual o papel dele no joelho?

No nosso joelho existem vários “cordões” de tecido — os ligamentos — responsáveis por segurar e estabilizar a articulação. Um deles é o Ligamento Cruzado Anterior (LCA), ligando o fêmur à tíbia. Sua função é impedir que a tíbia deslize para frente em relação ao fêmur.
Quando esse ligamento se rompe ou é danificado de forma significativa, o joelho perde parte da sua estabilidade.

Como a lesão normalmente acontece (mecanismo)?

A boa notícia: você não precisa entender todos os termos técnicos para compreender. A má notícia: costuma acontecer de forma rápida e inesperada. Algumas situações típicas:

  • Você pula ou aterrissa de um salto, ou faz um movimento de mudança rápida de direção, e o joelho “dá um estalo”.
  • Você está correndo, freia abruptamente ou “vira” muito o joelho, e sente que algo machuca ou que o joelho “quase saiu do lugar”.
  • Você entra em contato com outro jogador ou objeto, mas em muitos casos a lesão do LCA não é por “batida” — é por um movimento de desaceleração, torção ou mudança de direção.

Em resumo: o joelho sofre uma grande carga de “torção + translação” (a tíbia deslizando para frente).

Quais são os sintomas que aparecem?

Se o LCA se rompeu (ou está muito danificado), você pode observar:

  • Estalo ou sensação de algo rompendo no momento da lesão.
  • Dor aguda imediata, que pode se acomodar, mas geralmente com inchaço rápido no joelho — porque há sangramento interno da articulação.
  • Dificuldade de andar normalmente.
  • Em movimentos de mudança de direção, ou apoio num pé só, você sente que o joelho “vai sair do lugar”.

Como é feito o diagnóstico?

Para identificar se realmente é o LCA ou se há lesões associadas, geralmente temos os seguintes passos:

  1. Histórico + exame clínico: o profissional responsável pergunta o que aconteceu, como foi o movimento, se ouviu estalo, quando o inchaço apareceu. Depois examina o joelho com testes específicos (como o teste de Lachman) para ver se há instabilidade.
  2. Imagem:
    • Radiografia (raio-X) para ver se há fratura ou lesão óssea associada.
    • Ressonância magnética (RM) para ver o ligamento.
  3. A partir dos achados, decide‐se se a lesão é parcial ou total, se há instabilidade, quais as expectativas do paciente (por exemplo: nível de esporte, idade, se quer voltar a alto nível) para escolher tratamento.

Opções de tratamento:

O tratamento vai depender muito de cada pessoa — se é atleta ou não, se o joelho está instável e se há outras lesões.

Tratamento sem cirurgia.

  • Em casos onde a lesão é parcial, ou o paciente não tem tantos “movimentos de pivô”, ou a instabilidade não se manifesta muito, pode-se tentar tratamento conservador: fisioterapia + fortalecimento + reabilitação.
  • Foco em melhorar a musculatura ao redor do joelho, treinar equilíbrio, controlar o movimento para evitar que o joelho “ceda”.

Tratamento com cirurgia (reconstrução).

  • Quando há ruptura completa do LCA, ou instabilidade significativa, ou atleta que quer voltar ao nível esportivo com segurança, geralmente recomenda‐se a reconstrução do LCA.
  • A cirurgia geralmente consiste em remover (ou em parte preservar) o ligamento rompido, então usar um enxerto (tendão do próprio paciente ou de doador) para substituir o LCA, fazer túneis ósseos no fêmur e tíbia, fixar o enxerto, e com o tempo o enxerto “vira” novo ligamento.

A cirurgia – o que esperar?

  • Antes da cirurgia: pode haver fase de preparação (reduzir o inchaço, recuperar movimento e força antes) para melhorar o resultado.
  • Durante a cirurgia (geralmente artroscopia): o médico faz pequenos cortes, insere câmera, retira ou limpa o ligamento rompido/fragmentos, prepara os túneis ósseos no fêmur e tíbia, passa o enxerto, fixa com parafusos, botões, etc.
  • Após a cirurgia: começa a reabilitação intensiva. Durante semanas/meses há etapas: recuperar amplitude de movimento, recuperar força, equilíbrio, executar treino específico, e só depois voltar a correr, saltar e etc…
  • Cuidados: risco de rigidez (joelho “travado”), dor, infecção (raríssima), falha do enxerto se não respeitar reabilitação.

Como é o prognóstico / recuperação?

  • O tempo de retorno ao esporte pode variar bastante — muitos atletas ficam fora de 6 a 12 meses dependendo do esporte e da exigência.
  • Mesmo com cirurgia e reabilitação bem conduzidas, existe risco aumentado de desenvolver desgaste (“artrose”) no joelho a longo prazo, especialmente se outras lesões articulares existirem.
  • Quanto mais cedo o paciente se movimentar, recuperar força e função, melhor é o resultado. A “qualidade” da reabilitação importa muito.

E na prática: dicas para quem quer evitar.

  • Se você sente que o joelho “cedeu”, escutou estalo, inchaço rápido: interrompa o que estava fazendo e procure avaliação.
  • Não ignore dor no joelho após movimento de torção ou salto.
  • Para prevenção: treinos de técnica de aterrissagem, força de membros inferiores, equilíbrio, controle de movimento são úteis para reduzir risco.
  • Após cirurgia ou durante reabilitação: seguir as orientações do fisioterapeuta, cumprir os exercícios, evitar acelerações prematuras, ter paciência.
  • Se for atleta, conversar com sua equipe (médico, fisioterapeuta, preparador físico) sobre retorno seguro.

Em resumo

A lesão do LCA não é um fim de mundo, mas é uma situação séria que exige atenção. A boa notícia é que temos técnicas modernas muito eficazes para tratar, e com reabilitação adequada muitos pacientes voltam a seus esportes ou atividades regulares. A chave é diagnóstico correto, tratamento adequado, e reabilitação com qualidade. Se você suspeita que pode ter rompido o LCA ou quer prevenir esse tipo de lesão — vale buscar orientação!

Para saber mais, assista ao nosso vídeo no Instagram https://www.instagram.com/reel/DJaMhSNyjOj/?igsh=NHlpenNoYXRnbzNo.

Referência: Anterior Cruciate Ligament Reconstruction Return to Sport Testing Passing Rates for Healthy People: A Systematic Review – PubMed